Dirigir direito, debitando deveres,
é um tema que está sendo discutido desde o fim do século XX, pela
escola política do Governo dos Estados Unidos da América, Johon S.
Kenedy School, da Universidade de Harvard, sob o título :
Declaração Universal dos Deveres e Responsabilidades Humanas,
documento em gestão no Conselho Mundial de Ex-presidentes e Chefes do Governo, o Inter Action Council. O
objetivo deste debate é convencer a Organização das Nações Unidas da
necessidade de inserir na sua agenda esta importante reivindicação, com a
qual deve ser reforçado ou até substituído o atual discurso
doutrinário, a Declaração de Direitos Humanos e, assim, criar-se a nível
mundial um efetivo entendimento , da responsabilidade, da ideologia
político-religiosa, da liberdade, do bem-estar social, da moral e da
ética, através do cumprimento dos Deveres Recíprocos.
A
coragem e a determinação política demonstradas no início do governo
Lula para tentar solucionar problemas crônicos, através de reformas
alinhavadas, por falta de apoio no Congresso, mas iniciadas, indicando o
objetivo final de simplificação e de universalização dos deveres
público privados, vinha mostrando à Sociedade que “querer é poder” e que esta sua vontade política ia dando-lhe o título de reformador. Se
esta sua vontade política atendia mais ao seu dever poder patriótico do
que aos seus interesses privados e políticos, a história dirá. O
prestígio internacional adquirido nesta gestão, evidencia um Brasil a
caminho da honestidade de propósitos políticos tão esperada. (escrevi em 2004)
Revendo este trabalho, em 2005, comecei a acreditar que os interesses do governo Lula eram mais político privados do que público patrióticos. Mais
preocupado em abafar os escândalos da corrupção dos membros do seu
Governo e do Partido dos Trabalhadores do que em perseguir o título que
para ele almejei, “O Reformador”, e que pelo qual tanto torcia,
crente que ele desejava solucionar os problemas crônicos nacionais,
lutando pra valer pelas reformas política, constitucional, tributária,
judiciária, previdenciária, burocrática e da segurança nacional tão
abalada pela impunidade reinante.

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