Ao cognominar o Presidente Lula com o título “O Reformador
”, em 2003, torcia pelo exercício presidencial do dever poder e da sua vontade
política demonstrada para a consecução das reformas políticas e
administrativas em pauta tão necessárias para o desenvolvimento
socioeconômico nacional.
Por
curiosidade, resolvi pesquisar na internet se alguém já lhe teria dado
este alcunha e achei um artigo de Carlos José Marques, publicado na
revista ISTOÉ, de 10 de Setembro de 2003, sob o título LULA, O REFORMADOR .
“É quase inacreditável ! Duas reformas constitucionais de fundo – tributária e previdenciária
– aprovadas em questão de semanas na plenária da Câmara. Todas as
apostas eram contra. Quem acompanhou a fundo as nuances e resistências
que envolveram essa negociação sabe o quanto difícil foi a passagem. O
que se falava era na impossibilidade de desatar vários “nós”.
Este
artigo evidencia claramente quanta força possui o Presidente quando
repleto de vontade política resolve utilizá-la com todo vigor em prol de
uma causa nobre e patriótica, pela qual a maioria do Povo anseia.
Pena que foi só fogo de
palha. Nenhuma reforma saiu para valer. Ficamos com água na boca. As
reformas tão necessárias continuam por fazer. Aquela vontade política
sumiu. Outros interesses ocuparam mais o tempo do Presidente. Os anseios
do Povo ficaram para depois, para um Presidente mais patriota, mais preocupado em desatar os vários "nós"... do que em se garantir no poder.

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