O Ministério Público da Segurança Nacional
tem a prerrogativa de enquadrar na Lei de Segurança Nacional quem
pratica o crime organizado, o “crime do colarinho branco”, o terrorismo,
a degradação do meio ambiente, a corrupção pública, o peculato, a
prevaricação pública, o crime de depositário infiel, a apropriação do
erário público, a sonegação de impostos, a fraude de balanços contábeis,
o enriquecimento ilícito, a “lavagem de dinheiro”, o contrabando, a
pedofilia, o tráfico de drogas, armas e sexo, e qualquer criminoso
condenado, cumulativamente, a mais de 100 anos de prisão, sujeito à pena
de morte, sentenciada pelo Supremo Tribunal de Segurança Nacional.
A nova Constituição,
texto básico e fonte da civilização brasileira, deve prever novas leis,
adendos atualizadores que acompanhem a evolução dos aspectos
socioeconômicos sem modificar o conteúdo original e sem conflitos entre
a fonte e a realidade das forças vitais do País para que não sucumba e
deva ser reescrita. Deve conter um elenco
de deveres a cumprir pelo Estado e pelo Povo, isto é, o que devem e o
que não devem fazer, estabelecendo, deste modo, um equilíbrio entre as
estruturas da ordem e do poder, vinculadas aos deveres recíprocos
público privados, vocação política voltada para a educação
socioeconômica e a Segurança Nacional. O Estado deve
proclamar leis reformadoras, que transformem o “direito” de alguém no
dever predeterminado de outrem, com o que deve vincular e aproximar o
privado do público, colocando-os dentro de um único sistema legal e
cristalino, que exige mais responsabilidade a quem deve, do que a quem
tem a haver, diminuindo o ônus da prova e da ação.
Estamos na Era dos Deveres Globais,
atentos ao comportamento confiável dos nossos parceiros, condição
indispensável para o bom relacionamento, fato gerador da obtenção dos
interesses recíprocos almejados. É lógico que os
deveres legais das pessoas físico-jurídicas não se estendem às crianças
ou semelhantes. Estas, até por instinto natural, só têm “direitos”. Mas
se elas conviverem em Família e em Sociedade com pessoas conscientes dos
deveres globais, certamente obterão uma boa educação para, quando
atingirem a capacidade de compreensão, sentirem-se felizes ao serem
recompensados pelo procedimento correto. A Sociedade, energizada pela cultura ética dos deveres recíprocos coopera com a Tranquilidade Nacional.

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