O
Estado tem o dever de criar o Sistema Único de Previdência Nacional para
adaptar, sem exceções, todas as pensões a valores mínimo e máximo,
condizentes com o valor e o tempo de contribuição de cada beneficiário.
Cabe ao Estado alterar quaisquer situações contrárias aos interesses
públicos, os quais devem sempre prevalecer sobre os privilégios
privados.
O Estado deve transcender a qualquer lei em vigor, sempre que esta conflite com a Justiça Social.
Transformar os “direitos” de todos em deveres recíprocos das pessoas físicas e jurídicas, públicas e privadas é a chance de que a efetiva
justiça social, seja feita.
Esses "direitos", são
defendidos demagogicamente por movimentos organizados que vivem a serviço dos mercados político, jurídico, advocaticio e financeiro.
Com as exigências
previstas nas muitas leis que visam a preservar os “direitos” dos
aposentados, dos trabalhadores, dos estudantes, dos servidores públicos e
de outros tantos beneficiários organizados, o Estado torna-se
financeiramente incapaz de fornecer efetivamente os serviços públicos que são
utilizados majoritariamente pela população mais pobre.
Num ambiente como esse, em que a aritmética perde feio para a
demagogia, a cultura da poupança dificilmente vinga, pois há muitas
razões para que o indivíduo não se disponha a guardar dinheiro porque o Estado,
por lei, se compromete a bancar todas as necessidades básicas dos
cidadãos, mas é tolhido pelos vários privilégios, especialmente pagos aos "donos do poder", minorias organizadas que atuam para ampliar o fosso
entre ricos cada vez mais ricos e os pobres cada vez mais pobres.
