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26 de jul. de 2016

185 - “Eu sou eu e minhas circunstâncias”.


A substância do marketing moral reside na hipocrisia de fingir virtudes que não se tem.
Tudo e todos somos commodity e podemos ser vendidos nos mercados em que atuamos enquanto não formos "mercadoria" vencida, sem interesse no mercado da vida social.
O mercado da espiritualidade contemporânea faz sentirmo-nos inseguros em qualquer lugar, porque sabemos que sempre alguém pode valer mais que a gente.
Cedo aprendemos que nossa liberdade tem limites de ordem moral, social, vigor físico, legal, conjuntural, etc., que determinam até que ponto nos sentimos  conhecedores das causas eficientes do
grande problema social de hoje que reside na preguiça travestida de crítica social e defesa dos direitos,  que nos tornam incapazes de acordar cedo e enfrentar o fato de que  vida não tem garantias.
Temos a  faculdade de poder fazer o que se deve fazer, permitido por Lei, de cumprir e fazer cumprir os Deveres Sociais e Governamentais, previsto na Lei, para a tentativa de se garantir o Bem-estar Coletivo. É uma aposta, sem segurança absoluta. Ao atendermos as exigências legais sentimos a sensação de liberdade momentânea. Livres destes compromissos, outros estão latentes a todo o instante:a falta  de saúde, a propaganda, o lugar, o emprego, os negócios, a cultura, o estudo, o tempo, a família, o conforto, a moda, os amigos, o namoro, o sexo, o vício, a mania, o lazer, a criminalidade, a fofoca, a política , a inflação, o trânsito, a poluição, etc., são fatores que influenciam e determinam a nossa aparente liberdade.
Nos tempos de paz e de fartura nossa liberdade é mais ampla do que deve ser em tempos de guerra e escassez
.
É na escassez que os narcisistas que julgam que o mundo só lhes deve prover, caem na real de que precisam e  devem prover, para que as coisa aconteçam.
À medida que as Famílias, o  Estado e a Sociedade aumentam o cumprimento de seus deveres recíprocos, o indivíduo passa a sentir-se cada vez mais auto suficiente para viver decentemente sem a dependência direta dos famigerados direitos e,  menos egoísta, convivendo em parceria com pessoas físicas e jurídicas cumpridoras de seus deveres recíprocos, em prol do Bem-estar Coletivo.
A palavra de ordem deste século é parceria, a aproximação de dois inteiros, e não a união de duas metades.
A parceria só é possível para aqueles que conseguirem trabalhar sua individualidade cumprindo seus deveres.

Somos "crianças"
amorosas seletivamente, generosas às vezes, invejosas muitas vezes e violentas se tivermos razão para isso.
Nossa evolução capitalista se deu graças à moral  dos deveres e não dos direitos.
A democracia é linda na divisão do processo do poder, mas é terrível na quantidade de idiotas preguiçosos existentes no mundo, usados para formar a maioria defensora dos direitos individuais.
O contrato social com direito a tudo  é inviável; é o  caos que carregamos dentro de nós e que temos de combater dia a dia.
Dirigir direito, debitando deveres é preciso.
Se o Estado deixar, o caos toma conta.