Teria de imigrar para o Brasil,
São Paulo, onde tinha o tio Francisco Cunha que no passado se
correspondia com meu pai.
O meu sexto sentido dizia que eu poderia
encontrar alguma carta desse meu tio na casa dos meus pais.
Foi o que
fiz. nas minhas férias; lá encontrei correspondência de muitos anos
atrás.
Escrevi para o meu tio que já não se encontrava naquele
endereço, mas por sorte foi localizado pelo morador atual.
Gostou tanto
da minha iniciativa que me mandou a “carta de chamada”, e a
passagem de navio que lhe paguei quando comecei a trabalhar em São
Paulo.
De funcionário de escritório da Caixa de Previdência dos
Serviços de Transportes Coletivos do Porto, Portugal, virei
vendedor viajante de tecidos no Brasil, nas zonas Alta Paulista e
Noroeste do Estado de São Paulo.
Foi o que o meu tio me conseguiu como
primeiro emprego. do qual pedi demissão.
Durante as viagens, correspondia-me com o genro
do meu tio, o Ítalo, dono da Indústria de Cal D'Andretta
que, ao saber quanto eu ganhava, propôs-me melhores condições para ser
seu vendedor no período da manhã e seu escriturário à tarde.
Aceitei e
trabalhei para ele durante 3 anos, quando decidi pedir demissão.
Ao
participar da campanha de fundos para erigir o
monumento ao Padre Manoel da Nóbrega, um dos fundadores de São
Paulo, num jantar, conheci o Joca diretor da
indústria de tintas CIL. Como não estava satisfeito com meus
ganhos, trabalhando para o meu primo, pedi emprego a esse diretor e fui
trabalhar na empresa dele durante 8 anos e 5 meses, quando pedi demissão para não me amarrar ao “direito” de estabilidade que a lei trabalhista garantia após 8 anos e 6 meses de serviço.
Foi
quando trabalhei por três meses, na indústria de
tintas PREMA, que não satisfez minhas expectativas de ganho e me ensejou
a optar por pedir demissão e me estabelecer como industrial no ramo de tintas.

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