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1 de jun. de 2016

046 - Minha História. Demissão ou Greve ?

Teria de imigrar para o Brasil, São Paulo, onde tinha o tio Francisco Cunha que no passado se correspondia com meu pai. 
O meu sexto sentido dizia que eu poderia encontrar alguma carta desse meu tio na casa dos meus pais. 
Foi o que fiz. nas minhas férias; lá encontrei correspondência de muitos anos atrás.  
Escrevi para o meu tio que já não se encontrava naquele endereço, mas por sorte foi localizado pelo morador atual. 
Gostou tanto da minha iniciativa que me mandou a “carta de chamada”, e a passagem de navio que lhe paguei quando comecei a trabalhar em São Paulo. 
De funcionário de escritório da Caixa de Previdência dos Serviços de Transportes Coletivos do Porto, Portugal, virei vendedor viajante de tecidos no Brasil, nas zonas Alta Paulista e Noroeste do Estado de São Paulo. 
Foi o que o meu tio me  conseguiu como primeiro emprego. do qual  pedi demissão.

Durante as viagens, correspondia-me com o genro do meu tio, o Ítalo, dono da  Indústria de Cal D'Andretta que, ao saber quanto eu ganhava, propôs-me melhores condições para ser seu vendedor no período da manhã e seu escriturário à tarde. 
Aceitei e trabalhei para ele durante 3 anos, quando decidi  pedir demissão.  

Ao participar da campanha  de fundos para erigir o monumento ao Padre Manoel da Nóbrega, um dos fundadores de São Paulo, num jantar,   conheci o Joca diretor da indústria de tintas CIL. Como não estava satisfeito com meus ganhos, trabalhando para o meu primo, pedi emprego a esse diretor e fui trabalhar na empresa dele durante 8 anos e 5 meses, quando pedi demissão para não me amarrar ao “direito” de estabilidade que a lei trabalhista garantia após 8 anos e 6 meses de serviço. 

Foi quando trabalhei por três meses, na indústria de tintas PREMA, que não satisfez minhas expectativas de ganho e me ensejou a optar por pedir demissão e me estabelecer como industrial no ramo de tintas.

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