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1 de jun. de 2016

026 - Minha História. Promoção. Vocação

A contabilidade da nossa vida exige esforço ou vocação.
Quanto mais debitarmos nossa conta-corrente de deveres racionais, mais e melhores créditos teremos pelas obrigações cumpridas.
Aos 14 anos, estudando numa Escola Comercial, em Viseu, Portugal, o meu professor de Contabilidade perguntou-me se eu queria trabalhar na Socony Vacuum do grupo Mobil, multinacional do ramo de petróleo, como office boy. Topei. Tudo indica que ele me achou com vocação para saber Debitar e Creditar ...  
Na minha vida sempre esteve presente a contabilização do dever, influenciado que fui pelo meu Pai e por meu Padrinho de batismo, ambos grandes cumpridores de seus deveres. Meu Pai , um homem íntegro, esforçado, cumpridor dos seus deveres religiosos, familiares e econômicos, conseguiu comprar duas casas e quatro pequenas propriedades rurais em Póvoa de Sobrinhos, arredores da cidade de Viseu, Portugal. 
Meu Padrinho, sobrinho e afilhado da minha avó materna era uma pessoa com vocação exclusiva para a economia. Imigrou de Portugal para Angola com o objetivo de ficar rico e conseguiu.  
Regressou a Portugal e comprou uma fazenda no Alentejo, sul de Portugal e diversas imóveis em Lisboa, entre eles o prédio da concessionária da fábrica de automóveis Citroën. No Cassino do Estoril, em Lisboa, foi apresentado a um jovem fidalgo que acabava de perder uma fortuna no jogo, pelo que precisava vender um condado com 100 casas, uma capela, um palacete e as terras em volta com pinheirais, olivais, vinhas e áreas de plantio, situados num lugar chamado Povelide. Fecharam negócio. O meu Padrinho era de Vilar d’Órdens, aldeia que fazia divisa com aquelas propriedades de Povolide.
O rapaz morava em Lisboa e mal conhecia as propriedades que recebera de herança, recentemente. O meu Padrinho conseguiu reaver o valor desse investimento, apenas com o parcial desmatamento e venda de pinheiros. Contablilizando mais este lucro, cumpriu o dever de ampliar a sua fortuna.

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