Quando os meus filhos gêmeos completaram a maior idade,
presenteei-os com dinheiro e cartões, parabenizando-os pelos seus 21
anos e lembrando-lhes que daquele momento em diante eles eram cidadãos
responsáveis pelos seus atos e seus "deveres".
Subentendia-se
que dali pra frente, em tese, eu estava eximido da responsabilidade
sobre os seus desígnios. Um deles, perplexo com o meu estilo seco de
comunicação, exercitou a sua tendência de preservação, enfrentando-me :“E os meus direitos” ?
Respondi-lhe
que passou a ter direitos civis e políticos, mas também, e mais
importante, a ter deveres que, como cidadão, lhe são atribuídos. Parece
que ambos não gostaram muito dos meus dizeres nos cartões.
Não estavam
preparados para ser adultos, mas sim crianças, egoístas, enquanto
pudessem, com direitos que deviam ser garantidos pelos Pais e pelo
Estado. Eles” não pediram para nascer...”
Concordando com Freud, também vejo o comportamento do ser humano, super
influenciado pela tendência egoístico-preservativa e pela utopia do
orgasmo sexual.
Os meus filhos homens, assim como a maioria das pessoas,
encaixam-se perfeitamente neste princípio. Um dos
gêmeos, engenheiro civil, perdeu o amor da namorada e apelou para sair
do País, estagiar na Dinamarca, depois trabalhar na Construtora Soares da Costa, em Portugal, abandonar
esse emprego para estudar finanças na Finlândia, onde finalmente
encontrou outra namorada com quem viveu e depois deixou, perdendo os dez
melhores anos da sua vida para o desenvolvimento e experiência
profissional.
Voltando ao Brasil, como teve dificuldade em arrumar emprego, acabei montando a empresa Climsul para ele tocar.

Nenhum comentário:
Postar um comentário