Visando
a oportunidade de voltar a ser um dirigente de
vendas, resolvi estudar de noite, durante cinco anos, nas Faculdades Metropolitanas Unidas-SP.- FMU.
Formado como
bacharel em Ciências Sociais e Jurídicas e aprovado no exame da OAB/SP,
passei a exercer advocacia, concomitantemente com a representação. Eu tinha um colega de faculdade, hoje o grande advogado, Dr. João Paulino Pinto Teixeira, que quando cursávamos o terceiro ano, herdou o escritório de advocacia do falecido sogro.
Como
eu tinha o meu escritório de representações em imóvel próprio e com
instalações
suficientes para acomodar mais esta atividade, convidei-o
para trabalhrmos juntos como futuros advogados. Eu tinha um vasto
conhecimento de possíveis clientes. Ele tinha um primo, advogando,
que assinava nossas petições em juízo.
Foi nessa época
que a Suvinil/Glasurit dissolveu o corpo de representantes, empregou como vendedores os que aderiram a
remuneração com salário fixo e registro na carteira de trabalho e promoveu-me a gerente de vendas e inspetorias, cargo inédito, para que eu pudesse ganhar mais que os outros gerentes, em razão dos meus ganhos como representante.
Com os representantes que aceitaram o vínculo trabalhista formei quatro equipes de vendas e respectivas chefias.
Eles não sofreram prejuízo, pois receberam um salário condizente com a média das suas comissões e preservaram “seu emprego”.
Trabalhei nesta empresa durante 26 anos, cheio de realizações profissionais e econômicas, nos últimos anos como gerente de subdivisão de vendas, o equivalente atualmente a subdiretor. Os representantes que não aceitaram as novas condições moveram ação trabalhista que se arrastou por anos, com pouco ou nenhum sucesso, se arrependeram, induzidos pelo “direito”.

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