Exemplo de ação dedicada ao desenvolvimento econômico e social do seu povo, de dirigentes que sabem ser flexíveis, determinados, bons ouvintes e preocupados com a Segurança Nacional. O seu lema é: “Amigos, amigos, negócios à parte”. É assim que a grande potência americana vem procedendo desde a sua independência. Consegue levar vantagem nas guerras dos outros ou suas, tomando partido inteligente, voltado para o seu desenvolvimento econômico e a sua Segurança Nacional. Foi assim, na Primeira e na Segunda Guerra Mundial. Combatendo o comunismo e as ditaduras, cortou relações com a pequena ditadura comunista cubana, mas faz bons negócios com o enorme mercado da ditadura comunista chinesa. Não combate o duro regime da Arábia Saudita, o maior exportador mundial de petróleo, mas derrubou a debilitada ditadura iraquiana, gastando uma fortuna que é compensada pelo aumento do preço do barril que não só paga a guerra como ainda deixa lucro para a indústria bélica, para os Países detentores de jazidas, para as empresas petrolíferas, entre as quais as controladas pelos Governos Americano e Britânico.
Devido à ameaça da permuta do dólar pelo euro nas transações efetuadas pelo Iraque em fins do ano
2000, os EUA, entre 1998 e 2001 lançaram
mísseis e bombas contra diversas cidades iraquianas, cumprindo o dever de declarar-lhe guerra com o que sinalizaram aos membros da OPEP, entre eles o
Irã, segundo maior produtor de
petróleo, que a adoção do euro atenta
contra a sua Segurança Nacional .
Em 2003, derrubaram Saddam Hussein. A substituição do
regime ditatorial iraquiano por um governo flexível que permita a presença permanente de um base militar naquele
território é muito importante para a manutenção da atual posição de liderança e
para a salvaguarda de qualquer movimento político no Golfo Pérsico que possa
ameaçar os seus investimentos na região. Neste jogo de interesses,
está o conglomerado político empresarial, industrial e militar americano
e os promissores mercados da China, da Índia e da Rússia. Na extração e comércio do petróleo no Oriente Médio, sob
controle de empresas americanas, controladas pelos governos dos Estados Unidos
da América e da Inglaterra, os lucros sobre o valor da exploração são divididos
meio a meio entre os países árabes e as exploradoras de cada jazida.

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