Gravei na mente o que o meu Pai e o meu Padrinho me transmitiram quando tinha 8 anos:
Quando
plantava a minha primeira árvore, um castanheiro, numa propriedade dos
meus pais, o Quintal de Cima, meu pai disse-me que eu já estava
começando a ficar um homem porque:
"O homem para ser homem deve plantar uma árvore
ler um livro, construir uma casa e fazer um filho
Já
o meu Padrinho, numa das férias escolares que passei na sua mansão de
Vilar d’Órdens, falou-me sobre a vaidade que o meu tio materno, seu
primo, não deveria ter ostentado, quando imigrou para o Brasil, vestido
de tal modo e com corrente de ouro no colete que:”
Mais parecia já estar voltando rico para a sua terra”.
Deu-me
entender que este meu tio jamais conseguiria fazer fortuna como ele
fez, que voltou milionário da África, após muito trabalho e poupança. Ele acertou. Um dia fui conhecer esse meu tio em Marechal Hermes, Rio de Janeiro. Morava numa casa modesta, levava uma vida de classe média e nunca foi rever a sua terra natal. Para mim, valeram muito os ensinamentos do meu Pai e do meu Padrinho:
Eu, aos 14 anos tinha conseguido comprar um par patins usados e uma máquina fotográfica baratinha.
Aos 15 anos, comprei a minha primeira bicicleta , a prestação, dando de
entrada o aumento retroativo que recebi na Vacuum/Mobil onde
trabalhava e pagando o restante com a diferença de salário que passei a
auferir, porque o principal continuei entregando aos meus pais.

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