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1 de jun. de 2016

038 - Minha História. Responsabilidade. Casamento

Rezei a São Francisco e  olhei... todos os pulsos com relógio, à procura do meu que havia perdido :  
 “Atem-te ao Santo e não corras...verás o tombo que levas. No Largo de Sta. Cristina, Viseu, PT, onde tem a estátua  de D. Antônio Alves Martins, lê-se:  
 A religião quer-se como o sal na comida, nem muito nem pouca. Ali, um rapaz estava com ele.  Entregou-mo quando lhe disse o número de fabricação Brindia Extra 11318. 
 Quem procura acha” : 
Eu era sócio do Clube Português de São Paulo. Lá conheci a minha esposa. Tinha eu 26 e ela 16 anos quando lhe pedi namoro que só se cocretizou quando ela  terminou o curso para professora e eu lhe disse o que jamais havia falado para qualquer moça : 
Vou namorar com você porque quero casar com você. Acabei casando no dia em que completava 30 anos, 19 de Novembro, dia da Bandeira Brasileira e  do meu desembarque no porto de Santos como  imigrante !
A partir desse momento, assumi a responsabilidade de comprar a casa onde iríamos morar. Eu tinha vendido um apartamento em construção e comprado um Fusca que vendi para dar entrada  no pagamento da casa, assumir duas prestações semestrais pesadas e o financiamento do restante pela CEF.  Para não ficar a pé, comprei uma motoneta. 
O apartamento deu-me um bom lucro, vendendo-o à construtora na entrega das chaves,  quando ela  exigia uma correção inflacionária,  valor que eu não precisei pagar porque quando fechei o contrato de compra, exigi , a conselho do meu  primo, Italo, da Ind. e Com. de Cal D'Andretta”,  que nele constasse a cláusula: 
 “O preço entende-se fixo e sem reajuste”.  Recebi a devolução do que já tinha pago, acrescido do valor do reajuste. Nosso casamento não teve festa para os convidados.   Para sairmos em lua de mel vendi a Lambretta e fiquei a pé. 
Mas não pagaríamos aluguel. Felizmente, passei a usar um jeep da indústria de tintas CIL, onde era chefe de vendas.
Estes esforços  deram-me  a auto realização pelo dever cumprido e foram a força espiritual que ungiu nosso casamento quase 56 anos repleto de  amor.

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