Rezei a São Francisco e olhei...
todos os pulsos com relógio, à procura do meu que havia perdido :
“Atem-te ao Santo e não corras...verás o tombo que levas. “ No Largo de Sta. Cristina, Viseu, PT, onde tem a estátua de D.
Antônio Alves Martins, lê-se:
A religião quer-se como o sal na comida, nem muito nem pouca. Ali, um rapaz estava com ele. Entregou-mo quando lhe disse o número de fabricação Brindia Extra 11318.
“Quem
procura acha” :
Eu era sócio do Clube Português de São Paulo. Lá conheci a minha esposa.
Tinha eu 26 e ela 16 anos quando lhe pedi namoro que só se cocretizou quando ela terminou o curso para professora e eu lhe disse o que jamais havia falado para qualquer moça :
Vou namorar com você porque quero casar com você. Acabei
casando no dia em que completava 30 anos, 19 de Novembro, dia da Bandeira Brasileira e do meu desembarque no porto de Santos como imigrante !
A partir desse momento, assumi a responsabilidade de comprar a casa
onde iríamos morar. Eu tinha vendido um apartamento em
construção e comprado um Fusca que vendi para dar entrada no pagamento da casa,
assumir duas prestações semestrais
pesadas e o financiamento do restante pela CEF.
Para não ficar a pé, comprei uma motoneta.
O apartamento deu-me um bom lucro, vendendo-o à construtora na
entrega das chaves, quando ela exigia
uma correção inflacionária, valor que eu não precisei pagar porque quando fechei o
contrato de compra, exigi , a conselho do meu primo, Italo, da Ind. e Com. de Cal D'Andretta”, que nele
constasse a cláusula:
“O preço entende-se fixo e sem reajuste”. Recebi a devolução do que
já tinha pago, acrescido do valor do reajuste. Nosso
casamento não teve festa para os convidados. Para sairmos em lua de mel vendi a Lambretta e fiquei a pé.
Mas não pagaríamos aluguel. Felizmente, passei a usar um jeep da indústria de tintas CIL, onde era
chefe de vendas.
Estes esforços deram-me
a auto realização pelo dever cumprido e
foram a força espiritual que ungiu nosso casamento há quase 56 anos repleto de amor.

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