O Turismo regional está entre as atividades brasileiras mais geradoras de empregos, que
desenvolvem e enriquecem o País, fonte de Segurança Nacional, à medida
que exige do Estado o dever de acabar com a concentração e a violência
urbana, fruto das desigualdades sociais nas grandes cidades.
Gera
empregos em todas as camadas sociais, desloca a riqueza de grandes
cidades brasileiras e estrangeiras porque atrai capital, pessoas e novos
investimentos para esses lugares turísticos e ajuda a fixar as pessoas
em suas regiões de nascimento através de novas oportunidades de trabalho
local .
Em 1987 tivemos uma campanha de turismo chamada “Passaporte Brasil”
Incentivou-nos a viajar de avião durante 23 dias pelas cidades
litorâneas do nordeste, do norte, até Manaus. Naquela ocasião, nós
iríamos voltar a visitar Portugal e alguns outros países da Europa. Mas o
marketing brasileiro falou mais alto; minha esposa, brasileira,
reclamou que conhecia melhor a minha terra do que a dela. E eu não tive
dúvida. Fiz-lhe a vontade, felizmente.
Foi um dos melhores e mais bonitos passeios das nossas vidas !
Faz-se
necessário um mutirão do Governo Federal, Governos Estaduais e
Municipais, resorts, hotéis, restaurantes, empresas de transporte
aéreo, terrestre, marítimo, fluvial, agências de turismo, propaganda e
mídia para se relançar definitivamente o projeto “Passaporte Brasil” a
nível internacional.
Neste
segmento da economia, ainda não aprendemos a lição. Os hotéis e os
resorts poderiam estar superlotados o ano inteiro de brasileiros que
viajam para o Exterior na alta temporada brasileira e de aposentados, no
restante do ano.
Por
enquanto, os hotéis e os resorts tentam vender caro para os brasileiros
o que fica barato para estrangeiros, devido ao câmbio. Só que os
brasileiros podem criar o hábito de voltar e indicar o mesmo hotel ou
resorte, ao passo que os estrangeiros dificilmente indicam ou voltam ao
mesmo lugar.
Um vez por ano costumamos passar uma semana em um resort brasileiro.
Em
um fomos apenas uma vez. Subiu demais o preço do pacote. Noutro fomos
três vezes seguidas. Como subiu demais o preço passamos a freqüentar
outro, onde estivemos em dois anos seguidos. Em 2004 ficámos em outro
que nos agradou em tudo . Em 2005 não fomos passar a nossa habitual semana de férias
naquele resort e em nenhum outro. Fomos desestimulados pelo
imediatismo. Com o dólar em alta os preços subiram.
Mas, quando o dólar
caiu, os preços dos pacotes se mantiveram !

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