O feudalismo corporativista brasileiro defende o continuísmo voltado para a perpetuação no poder dos que tudo podem, um
circuito fechado de súditos leais, com os quais formou uma teia de
interesses pessoais, de elites políticas sem ideologias sociais ou
político-partidárias que apenas visam o poder político-econômico, seus
feudos e seus respectivos vassalos.
Até quando os novos escravos vão aguentar tamanha desfaçatez ?
É neste contexto
que temos assistido, manietados, aos caprichos do senhores feudais do
tipo ACM, Quércia, Maluf, Dirceu, Severino, Jader, Arruda, Calheiros,
Color, Sarney, Eduardo Cunha, Renan Calheiros, influenciadores de Lula, Dilma, Temer e seus prepostos nas mais
importantes funções públicas, tais como os Ministérios, o STF, as
diretorias das empresas estatais e dos órgãos públicos em geral. Estes
senhores feudais, representando as suas empresas, instituições,
sindicatos e partidos, estão se beneficiando direta ou indiretamente,
de leis protecionistas, de prerrogativas, direitos, benefícios
exclusivos, corporativos, que lesam os diversos segmentos do restante
da sociedade.
O exercício dos cargos públicos é pautado por regras feudo-mafiosas.
Os
ministros são escolhidos pelo sistema de quotas e não pela competência
para o cargo. As
empresas Estatais são loteadas literalmente seguindo à risca os mesmos
critérios espúrios utilizados para a escolha do primeiro escalão. Os Tribunais são lotados de um volume imenso de processos muito difíceis que os inviabiliza
operacionalmente e, assim, mantém a impunidade dos barões e
príncipes que se apossam das coisas públicas.
Felizmente, tem-se a sensação de que os mecanismos de combate jurídico
demonstram alguma capacidade
técnica investigativa da Polícia Federal, do Ministério Público e pela negação
de foro privilegiado a ex-autoridades decidida pelo Supremo Tribunal
Federal.

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